Vez ou outra nos pegamos discutindo sobre temas polêmicos, atuais e repetitivos, na maioria das vezes chegando a resultados iguais e a respostas que já foram esquecidas mas das quais é sempre bom lembrar. Consequentemente, deixamos conceitos e observações cotidianas carentes de atenção, observações essas que apesar de detalhes, fazem toda a diferença. Posso estar quebrando um pouco a proposta deste blog com um discurso um tanto complexo mas, a raiz desta reflexão é, garantidamente, bem primitiva e simples.
Já observaram a quantidade de convenções que adotamos? A quantidade de coisas que fazemos, apenas porque nos foi ensinado que é a forma correta/melhor forma de fazê-la? Estive me perguntando nesses dias o porquê disso. Cheguei à conclusão de que muitas dessas convenções tratam-se apenas de uma escolha da época e que talvez não se apliquem mais na atualidade, algumas outras são tão antigas que não sei especular o motivo de existirem, e há também aquelas que nós fazemos por muito tempo, e só bem mais tarde descobrimos a razão de fazermos e aí nos damos conta de que realmente é o certo.
Contextualizando, ouvi dizer que há poucas décadas atrás, o indivíduo brasileiro que fosse visto vestindo ou portando algum acessório vermelho, era "acusado" de comunista e que estaria contra o governo, contra a população, o vermelho, é uma cor simbólica do Socialismo/Comunismo que ainda é adotada mesmo, e na época da ditadura, ainda existia uma alienação muito forte quanto a isso. Hoje em dia ainda existem pessoas que associam roupas vermelhas a algo negativo, já ouvi dizer que roupa vermelha é cor de mau-caráter, de bandido, prostituta (pejorativamente falando), mas nada de bom, e realmente, percebi que são poucas as pessoas que usam vermelho por aí a fora, e as poucas que usam, quase que na totalidade não têm a intenção de promover com a roupa alguma linha de pensamento social. Esse é o exemplo de algumas convenções que já não fazem mais sentido pelo contexto sócio-político, não estamos mais na época do Regime Militar e tampouco na da Guerra Fria.
Na adolescência, o que é bem de costume acontecer é que como nossa capacidade de raciocinar e conceituar se desenvolve muito rapidamente, começamos a pensar que todas as respostas do mundo estão na nossa cabeça, e que se alguém é contra isso, trata-se de uma pessoa burra, errada, tola... A verdade é que mais tarde nos damos conta do quão ridículos já fomos de pensar assim. Pessoas são induzidas a seguirem a linha de pensamento que mais as agrada, e nem sempre é assim, nossos pais são muito mais experientes e, salvo em caso de costumes de época, já passaram e fizeram a maioria das coisas que pensamos em fazer, faça o teste, observe os costumes de crianças próximas a você. Observações e convenções ensinadas pelos pais, dificilmente são equivocadas, um dia todos nós entendemos.
Basta sair de casa para observar tais comportamentos, sejam mais curiosos quanto a isso e perceberão.
Até a próxima ;)

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