sexta-feira, 23 de maio de 2014

"A verdade está lá fora" (de casa)

Vez ou outra nos pegamos discutindo sobre temas polêmicos, atuais e repetitivos, na maioria das vezes chegando a resultados iguais e a respostas que já foram esquecidas mas das quais é sempre bom lembrar. Consequentemente, deixamos conceitos e observações cotidianas carentes de atenção, observações essas que apesar de detalhes, fazem toda a diferença. Posso estar quebrando um pouco a proposta deste blog com um discurso um tanto complexo mas, a raiz desta reflexão é, garantidamente, bem primitiva e simples.

Já observaram a quantidade de convenções que adotamos? A quantidade de coisas que fazemos, apenas porque nos foi ensinado que é a forma correta/melhor forma de fazê-la? Estive me perguntando nesses dias o porquê disso. Cheguei à conclusão de que muitas dessas convenções tratam-se apenas de uma escolha da época e que talvez não se apliquem mais na atualidade, algumas outras são tão antigas que não sei especular o motivo de existirem, e há também aquelas que nós fazemos por muito tempo, e só bem mais tarde descobrimos a razão de fazermos e aí nos damos conta de que realmente é o certo.


Contextualizando, ouvi dizer que há poucas décadas atrás, o indivíduo brasileiro que fosse visto vestindo ou portando algum acessório vermelho, era "acusado" de comunista e que estaria contra o governo, contra a população, o vermelho, é uma cor simbólica do Socialismo/Comunismo que ainda é adotada mesmo, e na época da ditadura, ainda existia uma alienação muito forte quanto a isso. Hoje em dia ainda existem pessoas que associam roupas vermelhas a algo negativo, já ouvi dizer que roupa vermelha é cor de mau-caráter, de bandido, prostituta (pejorativamente falando), mas nada de bom, e realmente, percebi que são poucas as pessoas que usam vermelho por aí a fora, e as poucas que usam, quase que na totalidade não têm a intenção de promover com a roupa alguma linha de pensamento social. Esse é o exemplo de algumas convenções que já não fazem mais sentido pelo contexto sócio-político, não estamos mais na época do Regime Militar e tampouco na da Guerra Fria.
Na adolescência, o que é bem de costume acontecer é que como nossa capacidade de raciocinar e conceituar se desenvolve muito rapidamente, começamos a pensar que todas as respostas do mundo estão na nossa cabeça, e que se alguém é contra isso, trata-se de uma pessoa burra, errada, tola... A verdade é que mais tarde nos damos conta do quão ridículos já fomos de pensar assim. Pessoas são induzidas a seguirem a linha de pensamento que mais as agrada, e nem sempre é assim, nossos pais são muito mais experientes e, salvo em caso de costumes de época, já passaram e fizeram a maioria das coisas que pensamos em fazer, faça o teste, observe os costumes de crianças próximas a você. Observações e convenções ensinadas pelos pais, dificilmente são equivocadas, um dia todos nós entendemos.

Basta sair de casa para observar tais comportamentos, sejam mais curiosos quanto a isso e perceberão.

Até a próxima ;)

sábado, 5 de abril de 2014

Amistad

Olá pessoal!
Depois de muito tempo procurando, finalmente escolhi um tema produtivo para discorrer, observem ;)


Estava eu conversando com um amigo sobre o que realmente diferencia uma amizade de um "coleguismo". Cheguei a conclusão, contrariadamente, de que a amizade depende de um sentimento: Amor fraterno.
Muito desacreditado, o amor vem ficando de lado cada vez mais, acredito que pelo pessimismo disfarçado de "realismo". Não sou de abolir o realismo, mas não há nada mais justo que reconhecer que o amor existe de várias formas, seja o amor da família, seja o amor conjugal e também o amor fraterno, de irmãos e amigos. Percebam que diante da nossa sociedade, aquela pessoa sentimental e carinhosa é sempre vista como fraca, como alguém que sofre e sofrerá pra sempre, sempre me pergunto se isso realmente faz sentido.
Temos de reconhecer que somos humanos, nem puramente racionais, nem puramente sentimentais, muitas vezes nossas ações racionais partem de sentimentos, e as emocionais de motivos racionais, é por coisas assim que nós fazemos amigos, emprestamos dinheiro, fazemos trabalhos em grupo, namoramos, temos filhos, e até casamos.
Basicamente quero dizer que a opinião generalizada mais uma vez está nos afastando de nosso lado humano, dos nossos motivos de dar graça à vida, e fazê-la mais do que uma sobrevida. Não busque sua felicidade em outras pessoas, seja feliz consigo mesmo e compartilhe de sua felicidade com outros, pare e observe que felicidade só atrai mais felicidade, não precisa ser um iludido pra ser feliz, mas reconheça que a felicidade existe e se negar a ela é se iludir da mesma forma. Não apenas faça amigos, mas os trate, os considere como amigos, procure provocar o sentimento de gratidão, é uma sensação inigualável.

Um abraço aos meus amigos e obrigado por existirem <3
Shaft.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Cansaço

Feliz Ano novo pessoal!!
Estou de volta para dar início aos posts de 2014 da maneira mais criativa possível e...só (Y)



Nesta semana tive uns dias bem corridos. O que seria normal caso não estivesse de férias da faculdade e do curso. Notei que até para coisas simples como ir à padaria perto de casa ou ir à casa dos amigos que não é tão longe, me vi cansado como se tivesse passado o dia todo andando ou passado algumas horas praticando esportes. Daí refleti: 1) Esse cansaço é normal?; 2) Estou sedentário ou é a idade chegando?; 3) Será minha alimentação?; 4) Nos tornamos fisicamente menos ativos ou nosso cotidiano tem sido mais puxado?

Como é de praxe, resolvi comentar isso com alguém, a fim de ver o assunto além de minha perspectiva. Minha amiga disse uma coisa que minha mãe costumava dizer: O Cansaço pode ser acumulativo, às vezes uma noite de sono não é o suficiente pro corpo se recuperar de um esforço do dia anterior e aí o do dia seguinte se acumula independente da idade da pessoa, por isso provavelmente meu cansaço de ir à padaria pode ter sido somado ao cansaço de ter ido ao centro da cidade andar a tarde toda debaixo do sol.

Mesmo assim, as duas últimas dúvidas ficaram na minha mente. Confesso que percebo a diferença na minha disposição quando tenho uma alteração na alimentação, e isso parece ser lógico, tenho quase certeza de que a alimentação interfere.

Agora a parte mais interessante: Historicamente nos tornamos mais sedentários ou nossa rotina que têm sido mais puxada? Parei pra analisar os dois pontos e percebi que pode ser os dois na verdade. No começo da humanidade a rotina se resumia do nascer ao pôr do sol, mesmo com a caça rotineira e eventuais lutas. Atualmente, as profissões são mais amenas e o avanço da tecnologia também reduz o esforço físico do homem, dessa forma meio que temos o organismo "mau-acostumado". Porém, nossa rotina está mais larga, começando muitas vezes antes do sol nascer e terminando próximo da meia-noite, depois de um dia exposto a um ambiente urbanizado, poluição, comidas industrializadas, e costumes e vícios prejudiciais.

Daí então eu pergunto a vocês: O que deixa vocês mais cansados e indispostos? E o que fazem para reverter isso?


Até a próxima, abraços! =D

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Escrever


Não é de hoje que você escuta que é muito forte a ligação entre leitura e escrita, ou que "Para escrever bem é necessário ler bem". Independentemente do que você leia, seja notícia, livro didático ou paradidático, o hábito da leitura colabora com o vocabulário, ortografia, semântica, manutenção da sintaxe e até mesmo nos atualiza sobre algum assunto. Mudando um pouco o foco, sabemos que hoje em dia ainda existe um preocupante nível de analfabetismo no Brasil (Considero apenas o Brasil porque o analfabetismo deve ser comparado ao idioma a ser ensinado), mesmo tendo um leve aumento de 2011 para 2012, nossa taxa de analfabetismo não parece ser grande e nem difícil de ser notavelmente reduzida, pontuamos 8,5% em 2012, frente a mais de 17% em 1992. Mesmo assim, não basta a alfabetização se não houver o hábito da leitura, alfabetizar não é apenas ensinar regras e símbolos, mas a se comunicar pelo método da escrita, e assim como um "idioma", a escrita/leitura pode definhar com o tempo, por isso leia, escreva, leia mais, pratique, a comunicação está cada vez mais se tornando a base da sociedade.
Outro assunto que não poderia deixar de comentar: Ortografia. Ortografia não é "caligrafia" escrever certo não é escrever bonito, que sirva pelo menos de apelo, mas por que não prezar pela escrita certa? Pra que distorcer a escrita de algo que claramente é entendido? Abreviações são perigosas mas compreensíveis, mas  "menas", "viajem", "eu rir" em vez de "eu ri", "curti aí" em vez de "curte aí", etc, são expressões e vocábulos que em alguns momentos confundem e depreciam a fluidez da leitura. Mais atenção e interesse, por favor.

Até a próxima ;)

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Constantes e Variáveis


Desta vez vou expor algo que é puramente concepção minha, talvez alguém tenha chegado à mesma conclusão, mas ainda não vi o caso.

Observei tanto o comportamento de outras pessoas, como o meu e andei comparando. Gostaria de classificar, não-cientificamente as personalidades em dois tipos básicos: Pessoas "Constante" e Pessoas "Variável".
A pessoa constante não se sente segura com a incerteza e detesta mudanças no cotidiano. Prefere o conforto, planejar perfeitamente todos os horários, inclusive os de lazer, se limita por todos os lados. De certa forma é incômodo porque parece tirar um pouco a "graça" das coisas por perder aquela sensação de novidade e de ansiedade, mas eu entendo perfeitamente o porque de adotar um comportamento assim.
Por outro lado, a pessoa Variável detesta rotina (como este que vos fala), o cotidiano simplesmente lhe parece que a vida se torna uma sobrevida, adotar a rotina parece uma forma de conformismo com o tédio, qualquer novidade, por menos característica, mais arriscada e mais ousada que seja é motivo de entusiasmo e empenho. Arrisco dizer até que é o princípio da Força de Vontade, afinal, aquele que não aceita mudanças não evolui.

E você, se identifica com alguma dessas personalidades? Conta aí pra nós =)

Abraços, até a próxima!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Instrumentos Musicais

Olá pessoal, neste post gostaria de expor um pouco sobre alguns dos muitos instrumentos musicais que eu acho interessantes:
Gaita: A gaita, mais conhecida como "Harmonica" em outros países, é um instrumento baseado no Sheng, um instrumento chinês de mais de 5 mil anos de criação. A gaita no começo foi criada tendo 10 cm de comprimento e 15 furos, cada furo com uma palheta de tamanho diferente que vibra com notas diferentes, provavelmente por isso na época fosse mais tratado como um brinquedo do que como um instrumento musical. Mais tarde, em 1857, Matthias Hohner fundou uma empresa pra fabricar esses "brinquedos", dessa vez com 10 furos, o que ajudou a popularizar em diversos países da Europa e América, principalmente. Li em algum lugar também quando comecei a tocar gaita que ela foi inserida inicialmente em Música Folclórica, Clássica e no início do Século XX no Blues, mais fortemente por combatentes da 1ª e 2ª Guerras Mundiais. A gaita pode ser soprada ou succionada para a variação das notas.



Violão: Adivinhem de onde vem o nome "violão"...Isso mesmo, da Viola. O Violão foi um nome adaptado da Viola Portuguesa (Guitarra Espanhola) pelos brasileiros, apenas em comparação ao tamanho dos instrumentos, o Violão é maior que a Viola (Oh Rly?). O violão é um instrumento de cordas com sonoridade semelhante à do piano em que a corda vibra desde o ponto livre mais próximo da "boca" (saída da caixa de ressonância) até o cavalete (estrutura que prende as cordas no corpo do violão), essa vibração é transmitida ao corpo do violão que é de madeira e liberada pela "boca" do violão. O violão se tornou um dso instrumentos mais populares por ser capaz de ser inserido na maioria dos gêneros musicais e por ser de razoável facilidade de execução, permitindo que fossem criadas inúmeras técnicas e efeitos em prol da musicalidade como tapping, bends, slides, abafados, sweep picking, entre outras.



Lap Steel: Vocês já viram aquelas guitarras que ficam deitadas, como se fosse uma mesa e um cara tocando ela com um tubinho em uma das mãos? Pois é, esse instrumento que está se tornando um pouco mais popular, inclusive por aparecer em shows de artistas famosos, é o Lap Steel. Lap Steel é basicamente uma guitarra, com o mesmo princípio de funcionamento, captação, partes, cordas, etc, só que é uma adaptação talvez para facilitar uma técnica chamada "slide", que é essa de deslizar aquele tubo (com o mesmo nome, Slide) pelas cordas e produzir um efeito sem interrupções das notas. O Slide pode ser de virdo, aço, cerâmica ou até plástico. Como as músicas compostas para esse instrumento são geralmente suaves, este não é considerado um instrumento difícil de executar.


Bom, espero que tenham gostado, outro dia posto mais sobre instrumentos, e agora que passou a época de prvas da facu, vou postar mais frequentemente =).

Abraços e até a próxima.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Vida Saudável



Já perceberam o quanto este assunto se tornou freqüente em todos os tipos de diálogo? Seja numa reportagem, conversa no trabalho, entre amigos, ou nos consultórios médicos, as pessoas têm dado mais importância ao modo saudável de se viver. Porém, o que de fato é viver saudável?
Teoricamente falando, viver saudavelmente seria viver da maneira menos prejudicial possível ao próprio organismo. Acontece que existem muitas teorias comprovadas sobre o que faz e o que não faz mal ao organismo e boa parte dessas teorias se conflitando. Acho mais válida a linha do que mais "vale a pena". Imagine que tudo o que for prazeroso de comer, beber e praticar seja taxado como prejudicial (e na maior parte das vezes é mesmo), o quanto valeria a pena abdicar? Claro que não estou pregando uma vida desregrada, o que estou arrodeando tanto a chegar é mais o exagero das pessoas em buscar esse tipo de vida, percebam que existem pessoas obcecadas por métodos de vida saudável, independente de onde esses métodos surgem, como se pudessem impedir o fato de um dia morrerem, mas cá pra nós, de que adianta viver mais se sua vida se tornar sem graça, sem prazeres e sem vantagens?
O importante a perceber é que a questão a ser analisada não é o que comer, o que beber, ou o que fazer, mas evitar os excessos. Pode parecer óbvio mas é o que é esquecido em primeiro lugar, excesso de regras também é prejudicial, não acham?
Para finalizar gostaria que ao menos vocês repensassem sobre a qualidade de vida que estão tendo, e se cada coisa que prejudica ou beneficia a sua vida tem algum sentido ou explicação.

Até a próxima!